Galeria Fotográfica, Biodiversidade dos Açores

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Explore a nossa selecção de temas e descobra o que temos para si. Seleccione um dos grupos abaixo apresentados:

Espécie do mês de Janeiro 2012

 

Nome comum: Estrelinha de Poupa ou Estrelinha de Santa Maria

Estatuto de Conservação: Em perigo

Endémica dos Açores: Sim

Distribuição nos Açores: A espécie existe apenas na ilha de Santa Maria, estando confinada à zona montanhosa central – Pico Alto, e zonas florestadas da costa Norte, em torno do Barreiro da Faneca.

Morfologia: Esta subespécie difere da espécie Regulus regulus por possuir as cores menos vibrantes e o ventre esbranquiçado. É também mais pequena, possuindo um comprimento de 8 a 9cm, com uma envergadura de 13 a 15 cm.

Habitat: Preferencialmente zonas de mato misto e mato de folhado.

Alimentação: Insectos, vermes e aranhas.

Importância ecológica: Com base na sua dieta, pode ser importante no controlo biológico de algumas espécies. Pode ser importante também como indicador da qualidade ambiental.

Importância económica: O birdwatching é um nicho muito promissor, embora mal explorado no turismo nos Açores. Raridades como a Estrelinha de Santa Maria são muito apreciadas pelos birdwatchers internacionais.

Importância de conservação: Sendo o Pico Alto em S. Maria uma das áreas de maior Biodiversidade de artrópodes e moluscos terrestres endémicos dos Açores, espera-se que a gestão adequada deste habitat permita não só a conservação da ave mas também de toda a biodiversidade única desta aéra montanhosa da ilha de S. Maria.

Curiosidades: É a ave mais pequena da Europa.

Referências: wikipedia.org/wiki/Regulus_regulus_sanctae-mariae

portal.icnb.pt/NR/rdonlyres/3B764928-1C38-43E1-BE41-59258C501771/3362/LVVP_Aves_Regulusregulus.pdf

Responsável: Filomena Ferreira

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Espécie do mês de Fevereiro 2012

 

Nome comum: Escaravelho dos troncos

Estatuto de conservação: Espécie ameaçada. Está incluída na lista de espécies ameaçadas da IUCN (IUCN Red List). http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/details/157633/0

Endémica dos Açores: Sim

Distribuição nos Açores: Ocorre em S. Miguel, Terceira, Flores, Pico, Sta Maria e Faial sobretudo em manchas de floresta nativa

Morfologia: Espécie de pequeno tamanho (6mm) de cor castanho escuro

Habitat: Floresta nativa dos Açores

Alimentação: Espécie que se alimenta em troncos em decomposição sobretudo de Cedro do Mato (Juniperus brevifolia - espécie endémica dos Açores). Também pode alimentar-se em outras árvores de floresta nativa ou exóticas

Importância ecológica: As espécies que se alimentam de troncos em decomposição são extremamente importantes na decomposição das árvores caídas, na reciclagem de nutrientes e consequentemente na renovação da floresta

Curiosidades: Nas ilhas de Santa Maria e Faial apenas foi encontrado um indivíduo nos últimos 20 anos e em zonas de pastagem o que pode indicar que esta espécie está em perigo nestas ilhas. É de salientar que nestas ilhas as populações de cedro do mato estão também em declínio

Referências: .)Hortal, J., Borges, P.A.V., Dinis, F., Jiménez-Valverde, A., Chefaoui, R.M., Lobo, J.M., Jarroca, S., Brito de Azevedo, E., Rodrigues, C., Madruga, J., Pinheiro, J., Gabriel, R., Cota Rodrigues, F. and Pereira, A.R. 2005. Chapter 3. Using atlantics- Tierra 2.0 and GIS environmental information to predict the spatial distribution and habitat suitability of endemic species. .)http://www.azoresbioportal.angra.uact/listagens.php?lang=pt&myFilo=ARTH&pesquisar=alestrus%20dolosus&start=1&end=40&sstr=8&id=A00240 .) http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/details/157633/0

Responsável: Carla Rego

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Espécie do mês de Março 2012

Nome comum: Cedro-do-mato ou Zimbro

Estatuto de conservação: Vulnerável (IUCN, 2011)

Endémica dos Açores: Sim

Distribuição nos Açores: Todas as ilhas com excepção da Graciosa

Morfologia: Microfanerófito dioico; folhas linear-lanceoladas a ovado–lineares, com duas faixas estomáticas largas e brancas na página adaxial; gálbulos, de maturação bienal, subglobosos, verdes e pruinosos em imaturos, castanho-avermelhados quando maduros; sementes 3, ovoide-triquetras

Habitat: Matos pioneiros, matos costeiros, floresta laurissilva, florestas de montanha, turfeiras florestadas e matos de montanha

Importância ecológica: Espécie arbórea dominante acima dos 500 m de altitude é igualmente uma das principais espécies «construtoras» de comunidades (espécie pioneira capaz de colonizar substratos recentes) e uma das primeiras espécies a recolonizar áreas onde o coberto vegetal foi destruído. É também uma das poucas espécies lenhosas presentes nos cumes das serras dos Açores (até aos 1500 m de altitude) (Elias 2007). Desta forma, J. brevifolia pode ser considerada uma espécie-chave nos ecossistemas de montanha dos Açores, pois o seu declíneo teria um impacte muito negativo na biodiversidade vegetal e animal

Importância económica: O valor económico nunca foi medido mas será certamente muito elevado como consequência dos vários serviços providenciados pelos ecossistemas onde esta espécie é dominante (exs. intercepção de nevoeiros - precipitação oculta - e consequente recarga de aquíferos, retenção de carbono, limitação da erosão dos solos, prevenção de eutrofização de lagoas

Referências: - Elias, R. B. 2007. Ecologia das florestas de Juniperus dos Açores. Dissertação de Doutoramento em Biologia, especialidade de Ecologia Vegetal. Departamento de Ciências Agrárias, Universidade dos Açores; - IUCN 2011. IUCN Red List of Threatened Species. Version 2011.2. . Downloaded on 28 February 2012

Responsável: Rui Bento Elias

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Espécie do mês de Abril 2012

Nome comum: Morcego dos Açores

Estatuto de conservação: Raro

Endémico dos Açores: Sim

Distribuição nos Açores: A espécie apresenta uma grande abundância nas ilhas do Faial, Pico, São Jorge, Graciosa, Terceira e São Miguel. É extremamente raro na ilha de Santa Maria, não se verificando qualquer registo nas ilhas Flores e Corvo

Morfologia: Apresenta cor mais escura e um tamanho menor, comparativamente ao seu ancestral continental, o Morcego de Leisler (N. leisleri Kuhl, 1817) (Palmeirim 1991, Speakman e Webb, 1993)

Habitat: Ocupa uma variedade de habitats nas ilhas, preferindo habitats naturais e semi-naturais. As colónias podem ser encontradas em edifícios, árvores e fendas da rocha

Alimentação: Espécie insectívora. A saída das colónias ocorre antes do pôr-do-sol, embora as espécies deste género apresentem tendência para sair mais tarde. Esta parece ser uma particularidade do Morcego dos Açores, provavelmente relacionada com a escassez de predadores diurnos nos Açores, o que lhe permite procurar alimento durante o pico de abundância de insectos

Importância ecológica: O Nyctalus azoreum encontra-se actualmente protegido pela Directiva Aves/Habitats Decreto-Lei n.º 140/99 pelo Anexo B-IV, com estatuto de protecção rigorosa, bem como pelo Anexo II da Convenção de Berna Decreto-Lei n.º 316/89

Curiosidades: É o único mamífero endémico do arquipélago dos Açores

Referências: http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/details/14922/0; Leonard o, M. & Medeiros, F. M. (2011). Preliminary data about the breeding cycle and diurnal activity of the azorean bat (Nyctalus azoreum). Açoreana, 7: 139-148; Publicacoes_Nyctalus_azoreum_Pipistrellus_sp_EspeciesDirectivaAvesHabitats140_99_DiarioRepublicaAnexoB-VI.pdf

Responsável: Annabella Borges

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Ficha do mês de Maio 2012

Nome comum: Térmita de madeira seca das Índias Ocidentais

Estatuto de conservação: Espécie exótica, invasora. Considerada uma grave praga urbana

Endémica dos Açores: Não

Distribuição nos Açores: A espécie existe nas ilhas de S. Miguel em Ponta Delgada, Santa Maria na Maia e Vila do Porto, Terceira em Angra do Heroísmo e Porto Judeu, S. Jorge na Vila da Calheta, Pico nas Ribeiras (Lajes) e Calheta do Nesquim, e no Faial na Horta

Morfologia: Os soldados têm cerca de 4 a 5 mm de comprimento e possuem uma cabeça tipo rolha, escura, com cerca de 1,2 a 1,4 mm de largura. Os alados são de cor castanho claro com cerca de 11mm de comprimento. As suas asas têm cerca de 9 mm de comprimento e têm um reflexo prismático

Habitat: Madeira seca aplicada: Estruturas das habitações como tectos, sobrados, etc. Mobiliário, Livros, e outros materiais ricos em celulose

Alimentação: Madeira seca, materiais compostos por celulose

Importância económica: A C. brevis é responsável pela destruição de diversas estruturas principalmente em habitações humanas. É actualmente a térmita de madeira seca mais dispersa e a que provoca maiores danos económicos em todo o Mundo. No arquipélago dos Açores é a mais grave praga urbana, sendo responsável por inúmeros danos patrimoniais em seis das nove ilhas do arquipélago. As principais cidades do arquipélago estão gravemente afectadas, destruindo completamente as estruturas em madeira de muitos edifícios nestas cidades

Curiosidades: É endémica da América do Sul do deserto de Atacama no Chile e no Peru

Referências: http://www.azoresbioportal.angra.uac.pt; http://sostermitas.angra.uac.pt; http://entnemdept.ufl.edu/creatures/urban/termites/west_indian_drywood_termite.htm

Responsável: Orlando Guerreiro & Teresa Ferreira

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Ficha do mês de Junho 2012

Nome comum: Bufo-pequeno

Estatuto de conservação: DD – Informação insuficiente

Endémica dos Açores: Não

Distribuição nos Açores: Ocorre em todos os grupos do arquipélago, não havendo no entanto confirmação de nidificação em todas as ilhas

Morfologia: É uma coruja de dimensões médias. A plumagem é castanha e beje-escuro, bandada e fortemente mosqueada. Apresenta um disco facial mais claro, orlado de preto. Fronte e zona em torno do bico é de cor branca-acinzentada. O bico é negro e as pernas e patas estão cobertos de penas. Os olhos são laranja e possui dois proeminentes tufos de penas na cabeça (vulgarmente chamadas de “orelhas”). A fêmea é ligeiramente maior que o macho. Comprimento médio: 36cm; Envergadura média: 98cm; Peso médio: 270g

Habitat: Matas e florestas mais ou menos densas, orlas florestais e matas ribeirinhas, sempre em proximidade de prados, pastos ou terrenos cultivados, onde se alimentam

Dieta: Caçador maioritariamente nocturno. Alimenta-se principalmente de pequenos roedores, podendo ocasionalmente alimentar-se de aves. É uma caçador bastante eficaz, que localiza as presas pelo som, sendo capaz de caçar mesmo em escuridão total. Come as presas no solo, engolindo-as inteiras, depois de as matar com uma bicada na nuca

Importância ecológica: O Asio otus encontra-se actualmente protegido pelo Anexo II da Convenção de Berna Decreto-Lei n.º 316/89. Tem um papel importante na manutenção do ecossistema, como predador de ratos e outros roedores, praga abundante nos Açores

Referências: http://www.arkive.org/long-eared-owl/asio-otus/ http://www.owlpages.com/owls.php?genus=Asio&species=otus http://www.avesdeportugal.info/asiotu.html Cabral, M. J. (coord.); Almeida, J.; Almeida, P. R.; Dellinger, T.; Ferrand de Almeida, N.; Oliveira, M. E.; Palmeirim, J. M.; Queiroz, A. L.; Rogado, L.; Santos-Reis, M. (eds.), 2005: Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Lisboa. Instituto da Conservação da Natureza/Assírio & Alvim. 660pp. Christine Carlson, Kevin Carlson, 1994: À Descoberta das Aves de Portugal. Porto. Lello Editores. 184pp

Responsável: Rui Nunes

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Ficha do mês de Julho 2012

Nome comum: Hepática folhosa

Estatuto de conservação: RT - Espécie regionalmente ameaçada (Homem e Gabriel, 2008). É uma das cem espécies ameaçadas prioritárias em termos de gestão na região europeia biogeográfica da Macaronésia, no âmbito do projeto BIONATURA (Anexo II do DLR 15/2012/A, de 2 de abril)

Endémica dos Açores: Não

Distribuição nos Açores: Está presente em todas as ilhas, excepto na Graciosa

Morfologia: Hepática folhosa de pequenas dimensões (atinge 5 mm de comprimento e 0,5 a 1,5 mm de largura) possui filídios característicos, insuflados, formando pequenos sacos espiralados, apresentando-se ascendentes a eretos. Os filídios têm dois lobos, sendo o dorsal reduzido e muito menor que o ventral. Apresenta anfigastros bilobados mais compridos do que largos (Homem e Gabriel, 2008)

Habitat: Colura calyptrifolia (Hook.) Dumort. é uma espécie, em geral, epífila, típica de locais húmidos, como as florestas nativas. Nos Açores, cresce de preferência sobre folhas de Ilex perado subsp. azorica, Laurus azorica, Hedera azorica subsp. canariensis, e frondes de Blechnum spicant e Trichomanes speciosum (Homem e Gabriel, 2008)

Importância ecológica: Todos os briófitos (musgos, hepáticas, antocerotas) desempenham papéis ecológicos importantes, entre os quais se destacam a captação e retenção de água e nutrientes, a formação de solo, a redução da erosão e a reciclagem de nutrientes. As espécies epífilas ou seja, as que como a Colura, conseguem crescer sobre folhas, são muito raras na Europa, sendo mais comuns em ambientes tropicais. Nos Açores existem várias espécies epífilas, sobretudo hepáticas, por exemplo dos géneros Aphanolejeunea, Cololejeunea, Drepanolejeunea e Frullania, que formam verdadeiras comunidades numa simples folha. A presença de espécies de briófitos indica geralmente condições de pureza ambiental, e as comunidades epifílicas são bons exemplos de excelentes condições atmosféricas (Homem e Gabriel, 2008)

Referências: Anexo II do DLR 15/2012/A, de 2 de abril Homem, N. & Gabriel, R. (2008). Briófitos Raros dos Açores. Estoril: Principia Editora. Portal da Biodiversidade dos Açores (2008). Briófitos. Colura calyptrifolia (Hook.) Dumort. (http://www.azoresbioportal.angra.uac.pt/)

 

Responsável: Márcia Coelho, Nídia Homem e Rosalina Gabriel

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Espécie do mês de Setembro 2012

Nome comum: Lixinha-da-fundura, Quelmazinha

Estatuto de conservação: Não se encontra listada

Endémica dos Açores: Não

Distribuição: Esta espécie ocorre exclusivamente no Atlântico oriental: Islândia, Noruega, Mediterrâneo ocidental, Marrocos e Senegal até ao Gabão, Açores, Cabo Verde e região do Cabo, na África do Sul

Morfologia: Possui dorso castanho com mancha clara entre os olhos e uma lista escura ao longo da linha lateral. O ventre é negro com foto marcas evidentes. É um tubarão de pequenas dimensões, sendo que o maior exemplar conhecido media 60 cm

Habitat: Águas profundas, desde 70 até mais de 2500 m de profundidade

Alimentação: Pequenos peixes, lulas e crustáceos

Importância ecológica: Os tubarões por estarem no topo da cadeia alimentar contribuem para o controle e a saúde das populações das suas espécies presa

Importância económica: Esta espécie não possui interesse comercial. É pescada muito raramente como espécie acessória

Referências: Barreiros, J.P. & Gadig, O.B.F. (2011). Catálogo ilustrado dos Tubarões, e Raias dos Açores - Sharks and Rays from the Azores an illustrated catalogue. Instituto Açoriano de Cultura, Angra do Heroísmo. Edição Bilingue (Inglês).ISBN: 978-989-8225-24-5

http://educacao.uol.com.br/ciencias/tubaroes-caracteristicas-e-importancia-ecologica-dos-tubaroes.jhtm

Responsável: Filomena Ferreira

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Espécie do mês de Outubro 2012

 

Nome comum: Térmita das árvores; Térmita de pescoço amarelo

Estatuto de conservação: Não se encontra listada

Endémica dos Açores: Não

Distribuição: Esta espécie tem uma distribuição paleárctica ocorrendo em todas as zonas europeias mediterrânicas, Norte de África e Ásia Menor. Nos Açores esta espécie ocorre nas ilhas de S. Miguel, Terceira e Faial. Encontra-se principalmente nas zonas costeiras onde as temperaturas são mais amenas

Morfologia: As Ninfas (com tamanho entre 4 a 6 mm de cor branca ou creme), as larvas (translúcidas e menores que as ninfas), os soldados(esbranquiçado, com cabeça castanha proeminente e mandíbulas fortes, com 8 mm de comprimento). Os adultos podem atingir os 8-10 mm de comprimento com uma envergadura de cerca de 20 mm. A cor do seu corpo varia entre o amarelo pálido e castanho claro. O pronoto é amarelo (o que atribui o seu nome em Latim flavicollis, que significa pescoço amarelo), enquanto as antenas e restante corpo são castanho claro. O macho (Rei) e a fêmea (Rainha) têm um corpo mais quitinoso, além de dois pares de asas membranosas, longas, estreitas e escuras, essenciais para o voo nupcial

Habitat: Várias espécies de árvores:Lagerstroemia indica (Extremosa), Nerium oleander (Loendro), Prunus dulcís (Amendoeira), Ulmus minor (Olmo), Pinus pinea (Pinheiro Manso), Platanus hybrida (Plátano), Ficus carica(Figueira), Olea europaea (Oliveira), Celtis australis (Ginginha-do-rei), Populus nigra (álamo-negro),Cydonia oblonga (Marmeleiro), Prunus cerasifera (Ameixieira),Tamarix africana (Tamargueira),Vitis sp.(Videiras), etc. Ocorre também em madeira aplicada com elevado teor de humidade

Alimentação: Madeira húmida (Árvores vivas ou madeira aplicada)

Importância económica: Esta espécie é uma praga que causa sérios problemas económicos nas vinhas no sul de Espanha e Portugal

Referências:http://www.azoresbioportal.angra.uac.pt;http://sostermitas.angra.uac.pt/; Nobre,T.,Nunes,L.(2001).Preliminary assessment of the termite distribution in Portugal. SilvaLusitana 9(2), 2001, p. 217-224.

Responsável: Orlando Guerreiro

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Ficha do mês de Novembro 2012

 

Nome comum: Cagarro

Endémica dos Açores: Não

Estatuto de conservação: NT

Distribuição: A subespécie Calonectris diomedea borealis nidifica nas ilhas do Atlântico Norte (Açores, Berlengas, Canárias e Madeira). Nos Açores nidifica em todo o arquipélago, com as primeiras aves a chegarem a partir de Março e com os últimos indivíduos a deixarem as colónias de nidificação em Novembro. Estima-se que a população nidificante açoriana representa 65% da população mundial da subespécie

Morfologia: Possui tamanho semelhante ao de uma gaivota-de-patas-amarelas, mas com as asas mais compridas e arqueadas, proporcionando-lhe um voo característico, deslizante e planado, junto à superfície. As partes superiores são castanho-acinzentadas e a garganta, peito, ventre e interior das asas são brancos

Habitat: Ave marinha essencialmente pelágica tolera ventos fortes e águas agitadas. Nidifica em ilhas e ilhéus isolados numa tentativa de se livrar de predadores terrestres. As principais ameaças para esta espécie para além do Homem são os ratos, gatos e outros predadores, que capturam as suas crias. Os ninhos localizam-se em fendas nas escarpas, buracos de muros e cavidades naturais no solo. Alimentam-se no mar, essencialmente em zonas oceânicas que podem provavelmente estar associadas a zonas de baixios, montes submarinos ou upwellings. Descansam no mar, durante o Inverno e quando não estão a incubar

Alimentação: A dieta alimentar é essencialmente constituída por peixes, cefalópodes e crustáceos, alimentando-se provavelmente durante a noite (Cramp & Simmons 1977)

Curiosidades: Esta ave possui um canto muito peculiar, inconfundível

Referências: www.avesdosazores.wordpress.com/aves-dos-acores/especies-nidificantes-marinhas/cagarro

Responsável: Nuno Bicudo da Ponte

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Ficha do mês de Dezembro 2012

 

Nome comum: Azevinho

Estatuto de conservação: Apesar de na lista vermelha dos Acores o seu estatuto ser de baixo risco (LR), o seu estado de conservação não é igual em todas as ilhas, evidenciando discrepâncias acentuadas em termos da sua abundância

Endémica dos Açores: Sim

Distribuição : Ocorre em todas as ilhas, excepto na Graciosa

Morfologia: Árvore de folhas perenes pequenas, verde a verde-escuro, brilhantes, elípticas-oblongas de margem inteira ou com apenas alguns dentes

Habitat: Pode ocorrer em locais fortemente expostos, locais húmidos, ravinas, crateras, matos de montanha, florestas naturais, escoadas lávicas recentes com vegetação pioneira e margens de lagoas

Ameaças de origem antrópica: Degradação do habitat, florestação, invasão por espécies exóticas, uso ornamental, etc

Importância ecológica: Recurso alimentar fundamental para o Priôlo (Pyrrhula murina, passeriforme endémico de São Miguel), que se alimenta quase exclusivamente dos botões florais do azevinho no final do Inverno e por isso constitui um alimento essencial para esta espécie, sendo considerada a frequência e distribuição do azevinho um dos possíveis factores de ameaça à população de Priôlo

Referências: SIARAM; Silva L, M Martins, G Maciel & M Moura. Flora vascular dos Açores. Prioridades em conservação. Amigos dos Açores & CCPA, Pontal Delgada, 116pp; Dias E., Araújo C., Mendes J. F., Elias R. B., Mendes C. & Melo C. 2007. Espécies florestais das ilhas - Açores. In: Silva J. S. (ed.), Árvores e florestas de Portugal – Vol. 6, pp. 199-254

Responsável: Annabella Borges

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Espécie do mês de Abril 2013

 

Nome comum: Falsa Viúva Negra

Estatuto de Conservação: Não protegida

Endémica dos Açores: Não

Distribuição nos Açores: A espécie existe em todas as ilhas do arquipélago. Está presente no meio natural, mas é mais abundante onde exista presença humana

Morfologia: O nome da espécie foi atribuído devido ao padrão do dorso, que se assemelha a um escudo de um brasão. Têm entre 7 a 11mm e as fêmeas possuem um abdómen globoso significativamente maior que o tórax. É maioritariamente castanha, com a cor e padrões do abdómen altamente variáveis, desde totalmente preto a bege, com o padrão bastante evidente

Habitat: Florestas exóticas, hortas, pomares, baldios, zonas ripícolas e zonas urbanas ou com ocupação humana. É muito versátil na escolha do habitat, desde que encontre um recanto onde possa construir a sua teia sem que esta seja muito perturbada

Dieta: É um predador generalista, alimentando-se do que lhe aparece na teia. Como costuma fazer a teia elevada do chão, alimenta-se mais à base de insetos voadores

Importância ecológica: Devido ao largo espetro da sua dieta e a sua abundância relativa em zonas com presença humana, ajuda a regular as populações de insetos alados (ex: mosquitos e moscas)

Importância económica: Não tem importância económica quantificada; no entanto, a sua presença em zonas cultivadas e habitacionais presta um serviço de controle de pragas aladas

Curiosidades: Esta espécie é originária da Madeira e Canárias, e posteriormente expandiu-se e instalou-se na Península Ibérica e Ilhas Britânicas. Já existem registos da sua presença em países do centro da Europa e nos Estados Unidos. É das espécies de aranha mais comuns em habitações e estruturas humanas. Uma característica fácil de memorizar para ajudar na sua identificação é o facto de se deslocar sempre no lado de baixo da teia, de cabeça para baixo. Para o acasalamento o macho aproxima-se da teia e com os palpos faz percussão na teia, de forma a que a fêmea não o confunda com alimento. As fêmeas que não querem acasalar tentam comer o macho

Referências: wikipedia.org/wiki/Steatoda_nobilis

www.aranhas.info/index.php?option=com_fichas&itemid=43P0ot6r5e4wtklç~_

Responsável: Rui Carvalho

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